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Hábitos que a pandemia modificou e que poderão passar a ser um modo de vida: tendências para o mundo pós pandemia

Hábitos que a pandemia modificou e que poderão passar a ser um modo de vida: tendências para o mundo pós pandemia

A pandemia Covid-19 veio mudar as nossas vidas, e não falamos apenas da alteração da rotina nos dias de quarentena em que todos estávamos proibidos de sair de casa. Houve uma alteração significativa no nosso quotidiano, é certo. Mas deram-se transformações mais profundas, que moldaram a realidade à nossa volta. Alguns cenários já começaram a emergir e prevê-se que devam impor-se no mundo pós-pandemia. A SISQUAL reuniu 10 tendências que acredita que foram aceleradas com a chegada da pandemia:

  1. Reconfiguração dos espaços comerciais

A pandemia veio acentuar o medo e ansiedade dos consumidores e estimular a criação de novos hábitos. O receio de frequentar locais públicos com aglomerações, especialmente fechados, é bastante comum. Além de terem, obrigatoriamente, de seguir algumas regras para que sejam asseguradas as condições de segurança dos trabalhadores e dos clientes, incluindo o controle de pessoas dentro dos estabelecimentos, as empresas terão de desenvolver formas de atrair as atenções dos consumidores, investindo no redesenho dos seus espaços de forma a reduzir a aglomeração de pessoas e criando assim locais que levem até ao consumidor a sensação de segurança.

  1. Novos modelos de negócios na restauração

O futurista Rohit Bhatgava fala nos “restaurantes fantasma” (ghost restaurants) como uma das dez tendências pós-covid19. O termo é usado para descrever os estabelecimentos que funcionam apenas com serviço de take-away. Numa entrevista com a Forbes, Martti Paatela da Epic Foods defende que “eventualmente, os restaurantes fantasmas vão começar a substituir as cozinhas caseiras”. A verdade é que num mundo em que a procura de entregas se multiplica rapidamente, muitos dos restaurantes convencionais que conhecemos não têm os meios para satisfazer a procura ou não conseguem crescer para tal. Os restaurantes fantasma surgem assim como novos locais de abastecimento para o setor.

  1. Preocupação com a privacidade de dados

 Como forma de acompanhar o avanço da pandemia e combatê-la, muitas organizações mundiais tiraram proveito da tecnologia disponível para o desenvolvimento de apps de rastreio da Covid-19. As gigantes Apple e Google uniram forças no desenvolvimento e distribuição de uma tecnologia de monitorização de telemóveis, que permite rastrear a cadeia de possíveis infetados pela Covid-19, e não faltam apps de telemóveis que facilitam a identificação e monitorização das pessoas infetadas. Embora na China a privacidade seja outra, uma vez que o governo tem acesso a praticamente tudo que diga respeito à pegada digital dos cidadãos, no resto do mundo a realidade ainda é diferente. Em época de pandemia, permitir o acesso aos dados digitais pessoais pode ser visto aos olhos do cidadão comum como uma questão de manutenção da sua saúde e da saúde pública. Contudo, isto levanta uma importante questão: estaremos a fazer bom uso da tecnologia, de forma consciente, ou estaremos a abrir um caminho sem precedentes, onde demos consentimento (sem termos consciência disso) à violação dos nossos direitos à privacidade?

  1. Consolidação do homeoffice

Segundo um estudo da SAP, em 2018 o número de trabalhadores em home office em todo o mundo correspondia a 32,5% dos profissionais, sendo que em 2019 esse número aumentou para 35%. O crescimento do homeoffice, que já era uma tendência pré-pandemia, foi completamente acelerado pelo motor da necessidade numa época em que a situação começou a tomar dimensões mais graves e medidas de segurança tiveram de ser tomadas. Isto traduz-se numa massificação do home office como parte da realidade de um número cada vez maior de empresas. Aos poucos, veio para ficar.

  1. Experiências culturais emersivas

Num dos  nossos artigos anteriores referimos que a tecnologia foi um grande facilitador de acesso ao entretenimento durante a quarentena. Músicos, artistas, instituições e galerias tiveram de se reinventar e arranjar novas formas de alcançar os seus públicos, tendo havido uma grande aposta em lives e espetáculos online e proliferação de tours virtuais a museus. Uma tendência futura poderá ser a evolução destes fenómenos para experiências culturais imersivas, que conectam o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já existem no mercado, mas que no futuro irão com certeza disseminar-se, como é o caso da realidade aumentada, assistentes virtuais e machine learning.  De acordo com o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, as experiências imersivas são uma das três grandes tendências da tecnologia. No entanto, acreditamos que também se dará um aumento deste tipo de experiências virtuais em setores como o turismo e o retalho.

  1. Burnout

Com a consolidação do homeoffice, surge também a possibilidade de aumento do Burnout. A síndrome de Burnout é uma perturbação psicológica causada pelo stress decorrente de excesso de trabalho. Segundo a especialista de comportamento organizacional da Universidade de Cornell, Vanessa K. Bohns, os funcionários que passaram repentinamente para o regime de home office poderão estar mais propensos ao esgotamento físico e mental. Um dos motivos principais é a falta de equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional. O que acontece muitas vezes é que quem trabalha a partir de casa geralmente trabalha mais horas e sente maior dificuldade em desligar o computador. Não há um limite forçado que ajuda a separar o trabalho da vida pessoal que acontece quando saímos do escritório, por exemplo.

  1. O “novo” dinheiro

A forma de lidar com dinheiro já estava a caminhar no sentido de se tornar principalmente digital, e a crise atual e a consequente perturbação dos mercados financeiros poderão ter despoletado um ponto de viragem em direção a um novo futuro de dinheiro, bancos e transações onde as Bitcoins, carteiras digitais e pagamentos biométricos poderão tomar um lugar cada vez mais importante. Além disso, “a pandemia da covid-19 levou a preocupações sem precedentes sobre transmissões virais através de dinheiro físico”, confirma um relatório recente do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS). Assim, os meios de pagamento digitais têm crescido em popularidade, como é o caso da tecnologia contactless que alguns cartões já possuem.

  1. Shopstreaming

Como já falamos antes, na altura da quarentena as lives explodiram, principalmente no Instagram. O mesmo fenómeno deu-se de igual forma nas vendas online, passando a ser uma prioridade para as lojas que até então apenas contavam com espaço físico. No mercado chinês, no pico da epidemia, deu-se um crescimento abrupto do shopstreaming, que já tem vindo a ser considerado por vários futuristas como uma tendência em crescimento. Este pode ser resumido numa única expressão: lives voltadas para o comércio. Este deverá ser o futuro do comércio eletrónico: compras interativas, experimentais e em tempo real.

  1. Ensino à distância

Com o encerramento de escolas, instituições de ensino e institutos devido à pandemia de COVID-19 deu-se uma transição abrupta para o ensino, formações e e-learning à distância. As plataformas e sistemas de aprendizagem continuada tiveram de se adaptar a estas mudanças que resultaram em tendências promissoras no que diz respeito ao futuro do ensino. As competências que puderam ser facilmente adquiridas e reforçadas através do ensino à distância durante a pandemia poderão vir a mudar o panorama do trabalho da próxima geração, despoletar um redesenho do próprio sistema educativo e acelerar o aparecimento de mentores virtuais. Segundo a Trend Watching, empresa de análise de tendências, deverão surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.

  1. Preocupação com questões de higiene

Houve um claro aumento da consciência coletiva com os hábitos de higiene, sobretudo no que diz respeito à desinfeção das mãos e que levou a uma corrida desenfreada a produtos de higiene. Mesmo quando a crise de saúde pública se dê por terminada, é expectável que a população continue a querer manter o sentimento de segurança, passando a ser uma prioridade para todos os consumidores a nível mundial. Como já referimos no ponto 1, quando falamos acerca da reconfiguração dos espaços comerciais, os que incorporarem esta ideia de bem-estar e a implementarem nos seus espaços físicos, de forma a torná-los ambientes saudáveis, irão com certeza ser bem-sucedidos. Como reflexão final, será que iremos assistir a uma outra mudança, no paradigma da sociedade? Será que a pandemia veio ajudar no desenvolvimento de vidas mais equilibradas, onde há uma maior preocupação com a família e com os outros? O comportamento humano pós pandemia veio alterar a forma como as pessoas trabalham, e isso tem um grande impacto na Gestão de Força de Trabalho. Por este motivo a SISQUAL mantem-se atenta às tendências, numa tentativa de compreender os comportamentos e preparar-se de forma adequada para as mudanças. Numa altura em que a realidade do trabalho mudou radicalmente, o software SISQUAL pode ser um grande aliado dos teams leaders e grandes gestores de RH.