Agosto Dourado: O Papel das Empresas no direito à Amamentação

Agosto é mundialmente conhecido como o mês dedicado à luta pelo incentivo à amamentação estando a cor dourada relacionada ao padrão de “ouro” de qualidade do leite materno. Este tema serve assim para refletir sobre a importância da amamentação e, em particular, sobre os tipos de apoio que as mães necessitam de forma a poder equilibrar a vida pessoal e profissional. Este ano o slogan, “Apoie a amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”, destaca o papel vital das empresas na criação de um ambiente que favoreça a amamentação, em especial após o regresso das mães ao trabalho.

 

Como surgiu a iniciativa mundial dedicada à amamentação? 

 A história mundial do mês dedicado ao aleitamento materno, teve início em 1990, num encontro da Organização Mundial de Saúde (OMS) com a UNICEF, onde foi criado um documento conhecido como “Declaração de Innocenti”. Para cumprir os compromissos assumidos pelos países após a assinatura deste documento, em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA em inglês). Em 1992, a WABA criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno e, todos os anos, define um tema a ser explorado e produz materiais que são traduzidos em 14 línguas e são lançados em mais de 120 países com o objetivo de encorajar esta prática em todo o mundo.

 

As dificuldades no mercado de trabalho

O aleitamento materno é essencial para a saúde tanto da mãe como do bebé, e por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida, seguida por amamentação continuada até, pelo menos, aos dois anos de idade. Contudo, apesar dos benefícios comprovados da amamentação, muitas mães enfrentam desafios significativos para manter o aleitamento materno quando regressam ao trabalho. À semelhança da diretiva da UE para as mulheres grávidas, e que cobre entre outros temas o direito à amamentação, em Portugal a mãe que, comprovadamente, amamenta o filho tem direito a ser dispensada em cada dia de trabalho por dois períodos distintos de duração máxima de uma hora para o cumprimento dessa missão, durante todo o tempo que durar a amamentação, sem perda de remuneração ou regalias.

 

No entanto, a licença de maternidade, em Portugal, tem a duração de 120 a 150 dias (quatro a cinco meses), o que entra em conflito com a recomendação da OMS de amamentação exclusiva durante seis meses, tornando difícil manter a amamentação em livre demanda quando a mãe não está 24h com o bebé. Além disso, a falta de uma rede de apoio e a necessidade de conciliar a vida profissional com os cuidados com o bebé podem dificultar ainda mais este processo.

 

Então, o que é necessário para criar um ambiente favorável e melhorar as práticas de amamentação?

Flexibilidade horária é estratégia ganha

A proteção, promoção e apoio à amamentação são estratégias importantes a nível institucional e individual. Iniciativas como a criação de horários flexíveis e políticas de licença parental são essenciais para permitir que as mães possam continuar a amamentar após o retorno ao trabalho.

No Brasil foi criado em 2023 um selo distintivo de “Empresa Amiga da Amamentação”, uma medida positiva de como as empresas podem ser incentivadas a adotar práticas que facilitem o aleitamento materno. A iniciativa visa reconhecer e estimular ações que promovam o aleitamento materno no ambiente corporativo, beneficiando tanto as mães como os bebés.

 Como pode o WFM fazer a diferença?

 A crescente utilização de ferramentas de gestão de força de trabalho (WFM) por parte das empresas em alguns setores de mercado permite que sejam disponibilizem soluções específicas que promovam a flexibilidade horária.

A oferta de turnos em aberto (Open Shifts), surge assim como uma alternativa inovadora para mães que não possuem um vínculo laboral fixo. Este tipo de soluções permite que mães, e outros trabalhadores, escolham horários de trabalho que se adequem à sua rotina, através da inscrição numa plataforma onde são disponibilizadas vagas em determinados setores e horários e às quais os interessados podem candidatar-se, permitindo no caso da amamentação a conciliação entre vida profissional e os cuidados com o bebé.

“É muito usado por mães que estão em casa, mas que podem trabalhar alguns dias da semana. Acontece muito no retalho. Muitas das melhores vendedoras são mães que, devido às circunstâncias, por exemplo um segundo filho, desistem de poder ter horas fixas de trabalho. Mas têm muitos dias onde poderiam ir trabalhar. E o empregador precisa delas, mas não tinha maneira de as acomodar ou de absorver, sem haver este tipo de tecnologia”, explica Frederico Magalhães, Presidente da SISQUAL® WFM em entrevista exclusiva ao Jornal Económico.

 

A Semana Mundial de Aleitamento Materno recorda-nos da importância de apoiar as mães trabalhadoras, garantindo que possam equilibrar as responsabilidades profissionais e pessoais. Ao investir em políticas de apoio à amamentação, as empresas não apenas cumprem uma responsabilidade social, mas também fortalecem o bem-estar das colaboradoras, criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

 

Precisa de soluções à medida e que promovam a qualidade de vida na sua empresa?

 

O SISQUAL® WFM é uma solução ajustável aos vários setores de mercado, permitindo uma melhor gestão da força de trabalho, o aumento da produtividade e um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

 

Marque já uma demonstração gratuita!

Este site utiliza cookies

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de navegação, analisar o tráfego do site e compreender de onde vem o nosso público. Ao continuar a usar o nosso site, você concorda com a utilização de cookies. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies.

Personalize sua experiência escolhendo sua área de interesse. Receba informações personalizadas com base na sua seleção.

você deve selecionar pelo menos um campo para poder aceitar o cookie