Nos últimos anos, o mercado de trabalho global tem debatido cada vez mais sobre a redução da carga horária. Mas qual será o motivo para este movimento? Com os avanços tecnológicos, surgiu uma nova compreensão sobre produtividade e qualidade de vida, transformando assim a forma como as empresas e governos gerem a carga horária de trabalho. Atualmente, vários países e empresas, em todo o mundo, testam e adotam a semana de 4 dias (4 Day Week Global), tornando o movimento uma tendência mundial.
Como surgiu o conceito de jornada reduzida?
A ideia de reduzir a jornada de trabalho ganhou força nas últimas décadas, especialmente na Europa. Na Islândia, por exemplo, foi realizado em 2015 o maior teste-piloto mundial de uma semana de trabalho de 35 a 36 horas (em vez de 40 horas) sem qualquer exigência de redução do salário. O projeto foi considerado um sucesso por investigadores e sindicatos locais, que descobriram que o stress e o esgotamento dos trabalhadores diminuíram e que foi registada uma melhoria significativa na qualidade de vida. O movimento foi replicado depois em diversos países, tais como Nova Zelândia (em 2018), e Japão (2021), registando um aumento da produtividade e bem-estar dos colaboradores. Portugal também testou o conceito, através de um projeto-piloto implementado em 41 empresas e que envolveu mais de 1.000 trabalhadores reduzindo a carga horária semanal de 39,3 para 34 horas. Os resultados foram igualmente positivos, com 95% das empresas participantes a reportar resultados favoráveis como: redução nos níveis de exaustão, melhoria na qualidade do sono e um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Atualmente, Espanha discute também uma proposta de redução da jornada de trabalho para 37,5 horas semanais, enquanto no Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visa reduzir a carga horária de 44 para 36 horas semanais, eliminando escalas de 6×1 em setores estratégicos como saúde, serviços e comércio.
Quais os benefícios da redução da carga horária?
Os resultados dos países que adotaram horários reduzidos indicam diversas vantagens, entre as quais:
- Aumento da produtividade: Trabalhadores motivados tendem a produzir mais em menos tempo.
- Melhoria da saúde mental: Redução do stress e aumento da satisfação com o trabalho.
- Sustentabilidade: Redução do consumo energético e de deslocações desnecessárias.
- Retenção de talentos: Empresas que adotam este modelo atraem profissionais qualificados e reduzem a rotatividade.
Como garantir o aumento da produtividade?
De forma a fazer face a esta tendência, as empresas precisam atualizar-se rapidamente, através da adoção de soluções tecnológicas que permitam otimizar a sua força de trabalho. As ferramentas de Workforce Management (WFM) podem ser a “chave” neste processo, permitindo que as organizações analisem de forma eficaz a distribuição de turnos, o controle de horas–extra e a produtividade geral das equipes.
José Pedro Fernandes, Vice-presidente da SISQUAL® WFM, enfatiza a importância de um planejamento por parte das empresas: “mudanças como a redução da carga horária podem ter um impacto direto nos resultados de uma empresa, tanto no custo quanto na produtividade. Por isso, uma ferramenta de WFM é essencial para simular cenários e preparar as empresas para qualquer mudança na legislação trabalhista”.
O SISQUAL® WFM oferece um conjunto de funcionalidades que simplificam e automatizam a gestão da força de trabalho, através de:
- Simulação de cenários: Avalia o impacto da redução do horário de trabalho sem comprometer a produtividade
- Gestão eficiente de turnos: Distribui de forma equilibrada as escalas dos funcionários
- Controle de horas–extra e absenteísmo: Evita custos adicionais e melhora a previsibilidade da operação
A redução do horário de trabalho, aliada aos turnos mais flexíveis proporcionados pelas ferramentas de WFM, possibilita que os colaboradores tenham mais controle sobre os seus horários e desfrutem de mais tempo para a família, evitando a exposição excessiva ao trabalho “fora de horas”. O SISQUAL® Quality of Life APP, por exemplo, permite que os colaboradores consultem horários e turnos, solicitem férias e recebam notificações em tempo real, promovendo uma maior autonomia e satisfação no ambiente de trabalho.
Ao implementar um sistema de gestão mais eficiente, as instituições conseguem assim melhorar a produtividade sem comprometer a qualidade de vida dos colaboradores, obtendo não só maior valor competitivo no mercado, mas, sobretudo, garantindo benefícios para empresas e colaboradores.
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